

Prevenir acidentes de trabalho vai muito além de cumprir normas. É sobre cuidar das pessoas e do ambiente onde elas passam boa parte do dia. Muitas vezes, não percebemos o risco envolvido em certas atividades, mesmo em áreas que parecem seguras à primeira vista.
Neste artigo, o Círculo Saúde preparou um guia completo para ajudar você e sua empresa a entenderem melhor esse tema, desde os conceitos fundamentais até as principais práticas para evitar acidentes no dia a dia.
Continue a leitura e descubra como transformar a prevenção em uma aliada da saúde, da produtividade e da segurança no trabalho.
Um acidente de trabalho é caracterizado quando o colaborador, no desempenho de suas atividades, sofre uma lesão corporal ou algum tipo de acidente que resulte na redução ou interrupção de sua capacidade para o trabalho.
Mais especificamente, de acordo com o artigo 19 da Lei nº 8.213/91, um acidente de trabalho “ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.
Contudo, nos últimos anos, as doenças ocupacionais também passaram a ser entendidas como acidentes de trabalho. Isso significa que enfermidades adquiridas em decorrência da atividade profissional são hoje equiparadas aos acidentes laborais.
O que vale ressaltar é que, mais do que dificuldades para as empresas, a saúde dos funcionários pode ser altamente comprometida, inclusive com enfermidades mentais, como depressão, ansiedade e a mais recente síndrome de burnout.
Sabemos que a prevenção de acidentes de trabalho passa por diversas frentes: conscientização, treinamentos, boas práticas de gestão e, principalmente, adequação à legislação.
Uma das mudanças mais importantes ocorreu em 3 de janeiro de 2022, com a substituição do Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais (PPRA) pelo Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Essa mudança faz parte de uma atualização nas Normas Regulamentadoras (NRs), e tem como foco tornar as práticas de saúde e segurança no trabalho mais completas e eficazes.
e o antigo PPRA estava limitado a riscos físicos, químicos e biológicos, o novo PGR também incorpora os riscos ergonômicos e de acidentes de trabalho, cobrando das empresas uma visão mais abrangente dos perigos aos quais seus colaboradores estão expostos.
Na prática, isso está diretamente ligado a diferentes tipos de acidentes de trabalho, desde lesões por esforço repetitivo até problemas de saúde mental, como o estresse ocupacional. Ao identificar esses riscos com mais precisão, o PGR permite que medidas sejam previstas com maior assertividade.
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Muita gente não sabe, mas os acidentes de trabalho são divididos em categorias. As doenças ocupacionais, por exemplo, são só uma parte do que pode acontecer com um trabalhador.
Dentro do que chamamos de acidente de trabalho atípico, existem dois tipos principais:
Além disso, temos o acidente de trabalho típico, que é aquele que acontece enquanto o funcionário está realizando suas tarefas do dia a dia. E tem também o acidente de trajeto, que é o que ocorre no caminho entre a casa e o trabalho, ou na volta pra casa.
Já comentamos que os problemas de saúde mental também podem ser considerados acidentes de trabalho. Além de casos como ansiedade, depressão e burnout, outros transtornos também entram nessa lista, como síndrome do pânico e estresse ocupacional. Esse último, por exemplo, costuma aparecer quando a pessoa está sobrecarregada com muitas tarefas e prazos apertados.
Contudo, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, os acidentes de trabalho mais comuns ainda são aqueles mais físicos:
Segundo dados mais recentes, os dez CNAEs com mais registros de acidentes de trabalho estão ligados, principalmente, à indústria, obras de infraestrutura, serviços hospitalares e comércio. Essas áreas também concentram os maiores índices de afastamentos longos e até de mortes causadas por acidentes no trabalho.
Outro dado importante:
Dos acidentes ocorridos em 2024, um total de 74,3% foram acidentes típicos; 24,6% aconteceram no trajeto casa-trabalho; e 1% estão ligados a doenças ocupacionais.
Agora que você já conhece os tipos mais comuns de acidentes de trabalho e o que diz a legislação, é hora de partir para o mais importante: como evitá-los no dia a dia? Veja a seguir algumas dicas do Círculo Saúde:
A ginástica laboral é uma prática simples, mas poderosa, que ajuda a cuidar da saúde física e mental dos trabalhadores. Essa prática pode ser realizada antes, durante e após o expediente, no mínimo três vezes ao dia, durante 10 a 15 minutos, e é classificada em três tipos principais:
Entre os benefícios para o colaborador, estão:
Entre os benefícios para a empresa, estão:
Cada setor tem suas regras e procedimentos, e eles existem por um motivo: proteger você e todos os colaboradores da sua empresa. Por isso, é importante reforçar constantemente com a equipe a importância de seguir essas orientações no dia a dia, como o uso correto de EPIs, por exemplo.
Além disso, realizar treinamentos periódicos e acompanhar de perto o cumprimento das normas ajuda a garantir um ambiente de trabalho mais seguro e organizado. Afinal, segurança é um cuidado que começa no básico.
Sempre que possível, promova atividades que unam teoria e prática, com foco tanto na eficiência quanto na segurança.
A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), regulamentada pela NR-5, é composta por colaboradores que assumem o papel de promover ações e boas práticas de segurança dentro da empresa. Sua participação é voluntária, mas o seu impacto é enorme.
Se sua empresa tem mais de 20 funcionários com carteira assinada, é obrigatório implementar a CIPA, e vale muito a pena incentivar esse movimento.
Evitar acidentes também passa por uma boa comunicação interna. É muito importante que os colaboradores saibam, desde o processo de integração, quais são os riscos do ambiente em que vão atuar.
Fatores como temperatura, radiação, exposição a produtos químicos, riscos biológicos e questões ergonômicas devem ser explicados com clareza. Reforçar esses pontos no dia a dia é uma atitude simples, mas que pode evitar muitos problemas no futuro.
De nada adianta ter uma estrutura segura se os fornecedores e parceiros não seguem o mesmo padrão. Por isso, valorize marcas confiáveis e com boa reputação, principalmente quando o assunto envolve materiais, limpeza do ambiente e descarte de resíduos.
Oferecer um plano de saúde para os colaboradores é um investimento estratégico. Uma atitude que mostra cuidado com o bem-estar da equipe e garante acesso rápido a profissionais de saúde em caso de necessidade ou emergência.
O Círculo Saúde é a escolha ideal para empresas que buscam um plano de saúde empresarial completo, com benefícios que vão além do básico, incluindo:
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