
É um fato: às vezes, sentar corretamente e manter a postura ereta parece ser um verdadeiro desafio, ainda mais quando chega o final do expediente. Mesmo que a vontade de “deixar para lá” essa questão seja grande, é preciso cuidado.
Para contribuir com o assunto, neste artigo separamos dicas de ergonomia para melhorar sua postura na empresa e no home office, com foco na prevenção de doenças e aumento do bem-estar no trabalho.
Com o passar dos anos, dar atenção ao modo como nos portamos durante o período laboral é cada vez mais importante, uma vez que o corpo pode acumular sobrecargas. Desse modo, siga lendo para conferir o conteúdo completo!
O termo ‘’ergonomia’’ vem do grego: ergon, que significa trabalho, e nomos, que pode ser traduzido como normas. Assim, pode-se conceituar ergonomia como um conjunto de normas aplicadas ao trabalho.
Dessa forma, são elencadas regras que contemplam os cuidados necessários com a saúde e segurança dos colaboradores, de forma que haja redução de riscos nos espaços físicos, com máquinas e equipamentos, e nos processos corporativos.
Em outras palavras, a ergonomia cria e aplica normas para que toda e qualquer pessoa tenha conforto e segurança para executar suas tarefas, sem ser exposto a situações de perigo durante a jornada de trabalho.
Em vista disso, a ergonomia é uma obrigação a partir da NR 17, a qual diz que todas as empresas que possuam funcionários com vínculo empregatício precisam zelar pela saúde do trabalhador, por meio da adaptação do ambiente de trabalho às suas condições psicológicas e físicas, com risco de punições em caso de descumprimento.
Além disso, há outras duas regulamentações importantes sobre ergonomia: ISO 45001, a principal norma internacional para gestão de saúde e segurança ocupacional, e a nível nacional, a ABNT-NBR 13967/2009.
A ergonomia é importante porque possui como seu maior objetivo ser o principal instrumento de promoção de conforto, bem-estar e segurança dos funcionários na empresa. Possui fundamental relevância ao contribuir na prevenção de acidentes e na diminuição de riscos envolvidos nas diferentes atividades profissionais.
Para que a ergonomia atinja seu propósito, devem ser realizadas análises minuciosas sobre a execução das atividades dos colaboradores, de forma que seja possível implantar soluções para garantir a qualidade de vida dos profissionais.
Devem ser levados em consideração itens como: postura, movimentos do corpo, máquinas, sons e ruídos, capacidade do trabalhador para executar sua função, condição de execução do trabalho, matéria-prima e cadeia produtiva da atividade.
Hoje, muitos profissionais vivem uma jornada de trabalho longa e, por consequência, exaustiva, o que não raro pode resultar em doenças ocupacionais, especialmente a médio e longo prazo.
Sendo assim, as doenças ocupacionais mais comuns estão diretamente relacionadas à falta de ergonomia no trabalho, sendo elas: Lesão por Esforço Repetitivo (LER), estresse, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORTs) e surdez (temporária ou permanente).
Tais doenças podem ser evitadas com cuidados ergonômicos, muitas vezes simples, como fornecer cadeiras com ajuste para altura e lombar, e o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) que protegem os ouvidos em ambientes com ruídos frequentes.
Além disso, em empresas que oferecem orientações, ouvidoria e alternativas para combater acidentes, torna-se mais fácil os profissionais manterem-se afastados por licenças médicas.
A seguir, saiba mais sobre as doenças ocupacionais e como preveni-las:
Trata-se de uma lesão recorrente e pode levar à aposentadoria por invalidez. Em caso de trabalho com computador, teclados, mouses e mousepads ergonômicos são essenciais para evitar a LER, além de possibilitar um rodízio de funções com o colaborador.
Doenças de cunho emocional como ansiedade, depressão e Burnout cada vez mais causam o afastamento de profissionais. Algumas formas de prevenção são: melhorias na gestão, redução de demanda, diminuição da cobrança excessiva e atenção à carga horária profissional. Em um ambiente saudável, a possibilidade do colaborador desencadear transtornos mentais é menor.
Para quem “trabalha fora”, separamos dicas de ergonomia na empresa, de forma a tornar o dia a dia de trabalho menos cansativo e mais produtivo, uma vez que o bem-estar impacta diretamente na produtividade. Confira:
Fazer pausas estratégicas ao longo do dia impede que se passe muitas horas na mesma posição, sendo o ideal alternar entre ficar sentado e em pé. O mobiliário deve ter regulagens que permitam ao trabalhador adaptá-lo às suas características corporais e ao tipo de trabalho a ser executado.
Para quem utiliza computador, a tela deve estar posicionada na altura correta, os cotovelos e pulsos devem estar alinhados, enquanto que os antebraços devem ficar apoiados na mesa ou nos apoios de braço da cadeira. Para equipamentos e máquinas, deve-se ajustar a posição, a altura das bancadas e o alcance dos dispositivos e controles, para que não seja necessário realizar flexão ou torção do corpo.
A iluminação inadequada pode causar diversos prejuízos à saúde e à performance dos funcionários. Assim, é importante estar atento à quantidade de luminosidade no ambiente para que não seja nem muito nem pouca, mas ideal.
Com a pandemia, o estilo de trabalho remoto veio para ficar. O novo formato de trabalho também fica cada vez mais popular devido ao avanço da tecnologia. Porém, são diversos os desafios com a saúde e segurança de quem está em casa.
Para garantir a saúde e segurança de quem trabalha em home office, é fundamental que o profissional pesquise sobre ergonomia, caso a empresa contratante não disponha de informações.
De qualquer forma, é possível tornar o escritório em casa um lugar mais confortável e que se adeque à ergonomia. Alguns exemplos de dicas de ergonomia para home office são:
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