

Bebê Noah na UTI Neonatal do Círculo. Crédito: Maicon Costa/Acervo pessoal
Noah nasceu no dia 21 de dezembro e teve alta no último dia 12 de fevereiro, gerando comoção em toda a equipe do hospital
O nome “Noah” tem se tornado cada vez mais popular no Brasil, tendo sua origem na palavra hebraica “Noach”, que pode significar “descanso” ou “repouso”. No entanto, para o bebê Noah Costa Guedes, seus primeiros dois meses de vida foram marcados por desafios, e não tranquilidade.
Nascido no dia 21 de dezembro de apenas 30 semanas, Noah permaneceu por 52 dias internado na UTI Neonatal do hospital Círculo Saúde. Lá, recebeu todo o atendimento e acolhimento necessários para um bebê prematuro. Sua mãe, Fabiana Guedes, também seguiu internada durante 13 dias após o parto, devido a um quadro de pré-eclâmpsia.
Um bebê é considerado prematuro quando nasce antes da 37ª semana de gravidez. Uma gestação completa varia entre 37 e 42 semanas. O grupo mais sensível pertence àqueles nascidos abaixo de 30 semanas, quando as chances de complicações e mortalidade são maiores.
No Brasil, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, todos os anos são registrados cerca de 300 mil nascimentos prematuros. Segundo dados do relatório “Nascido cedo demais: década de ação contra o parto prematuro”, produzido pela Organização Mundial da Saúde, isso representa que 11% dos partos no Brasil são prematuros.

Fonte: ONG Prematuridade
Felizmente, nos últimos anos, a taxa de sobrevivência de bebês prematuros aumentou. De acordo com a OMS, em mais de 80% dos partos prematuros, o bebê pode sobreviver com cuidados essenciais, sem a necessidade de terapia intensiva.
No caso de prematuros de 26 a 28 semanas, segundo dados da ONG Prematuridade, a taxa de sobrevivência oscila entre 75% e 85%. Enquanto isso, bebês nascidos de 29 a 32 semanas possuem uma taxa ainda maior, entre 90% e 95%. Destes, em torno de 60% a 70% desenvolvem-se normalmente, sem qualquer sequela ou problemas graves.
Para o pequeno Noah, sua alta ocorreu no dia 12 de fevereiro, 52 dias após sua chegada ao mundo. Na ocasião, ele finalmente pôde ir para casa, gerando grande comoção não apenas para seus pais, mas em toda a equipe da UTI Neonatal e da maternidade do Círculo:
“As meninas do Neonatal foram incríveis. O atendimento delas fez toda a diferença, pois a UTI é um ambiente pesado, de tristeza. Mas eu fui tão bem acolhida que não senti esse pesar, eu ia para casa em paz, sabendo que o meu filho seria bem cuidado. Todos trataram o Noah como um filho, e isso fez toda a diferença para mim. Temos um carinho gigante por toda a equipe, pois do primeiro dia ao último o Noah foi muito bem tratado, e a equipe sempre nos tranquilizou. Eu também tive um atendimento maravilhoso na maternidade, com todas as meninas me acolhendo e tranquilizando nos momentos de nervosismo e preocupação. Na UTI, cada dia é um DIA, e um atendimento humano e empático faz toda a diferença”, afirma a mãe Fabiana.
De acordo com o pai de Noah, Maicon do Amaral Costa, no início existia muito receio em torno da condição do bebê prematuro, e por isso a orientação do hospital e de toda a equipe foi fundamental:
“Eu ficava com receio de tocar no meu filho, porque não sabia o que podia ou não fazer. Mas as enfermeiras me orientaram e explicaram que eu podia sim tocar no meu filho, pegar ele no colo. Isso foi muito importante. E graças a Deus o Noah se saiu bem e superou todas as complicações”, afirma.
De acordo com Tatiane Bazi Ribeiro, membro da Coordenação Assistencial do setor Materno Infantil do Círculo Saúde, é dever do hospital estar preparado para oferecer um atendimento especializado e de alta qualidade a pais com bebês prematuros.
No caso do Círculo, esse atendimento inclui uma equipe multidisciplinar composta por neonatologistas, enfermeiros especializados em cuidados neonatais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, entre outros profissionais.
Também é fundamental que o hospital disponha de equipamentos modernos e tecnologia de ponta para garantir o melhor tratamento para os bebês prematuros, como incubadoras, ventiladores pulmonares, monitores cardíacos, entre outros dispositivos.
“O cuidado com os bebês prematuros também envolve a promoção do contato pele a pele com os pais, o estímulo ao aleitamento materno e a criação de um ambiente acolhedor e seguro para o desenvolvimento do bebê”, explica Tatiane. “O principal desafio no caso de bebês prematuros é garantir seu desenvolvimento saudável e sua sobrevivência, e os hospitais devem estar preparados para oferecer um atendimento especializado e de alta qualidade para esses pequenos guerreiros”.

Foto do bebê Noah no dia de seu nascimento. Crédito: Maicon Costa/Acerto pessoal
Noah nasceu de 30 semanas com apenas 960 gramas. Após o nascimento, seu peso diminuiu mais uma vez, caindo para 800 gramas. Segundo os pais, todo o dia era uma vitória, e cada pequeno acontecimento era comemorado.
“Todos os dias íamos direto verificar o peso dele. Cada grama que ele ganhava, era comemorada. Ele era o mais pequeno da UTI, e depois passou a ser o mais velho também”, afirma Fabiana.
Para o pai, outro desafio era encontrar informações úteis, que o fizesse entender tanto sobre a condição de pré-eclâmpsia de Fabiana, quanto sobre bebês prematuros e seus cuidados. Neste momento, a orientação e apoio da equipe da UTI Neonatal também fez a diferença:
“Você acha muita coisa na internet, mas acaba não sanando muito a tua dúvida. Foi muito bom poder conversar com as enfermeiras e com a médica sobre isso, e ser tranquilizado. Porque não há muito material na internet sobre bebês prematuros e mesmo sobre a pré-eclâmpsia. Eu queria saber se o meu filho seria um bebê saudável como qualquer outro, e a orientação da equipe médica nesse momento foi fundamental”, recorda Maicon.
Após 52 dias de UTI, Noah agora possui mais de dois quilos, e se recupera a cada dia. Já em casa, a mãe e o pai agradecem, enquanto o pequeno Noah dorme a seu lado, a todos os desafios ultrapassados, e dão um recado para pais que recebam um bebê prematuro:
“Nosso objetivo é mostrar que dá certo, que um bebê prematuro pode se desenvolver super bem. Sabemos que não é fácil ficar tranquilo, por isso queremos falar sobre o caso do Noah para que outros pais saibam que sim, vai dar certo”, alega Maicon.
Foto da mãe, Fabiana, e seu bebê, Noah. Crédito: Maicon Costa/Acerto pessoal
“Eu chamo as meninas de anjos de avental, que vão lá com toda a destreza e calma, tiram e colocam o acesso em uma veinha minúscula, e estão sempre cuidando deles. É difícil, cada ida no hospital é difícil, mas não podemos perder a fé e acreditar na equipe do hospital, das enfermeiras, que tudo vai dar certo no final”, declara Fabiana.
Atualmente, o Círculo Saúde é uma referência para o atendimento Materno Infantil ao buscar inovar e qualificar a assistência desde o pré-natal ao puerpério, dando a garantia para esse nascer seguro.
“A história do Noah é um verdadeiro exemplo de superação e luta pela vida”, analisa Tatiane, coordenadora do setor Materno Infantil. “É emocionante ver como a equipe multidisciplinar dedicou todo seu empenho e cuidado para garantir que esse bebê tivesse as melhores chances de sobrevivência e qualidade de vida após sua alta. A força e a resiliência demonstradas por ele e sua família são inspiradoras e nos lembram da importância da persistência e do amor incondicional em momentos tão delicados”, completa.
A volta para casa: cuidados com um bebê prematuro
Após a alta de um bebê prematuro, é importante que os pais ou responsáveis tomem alguns cuidados, como:
Neste período, a amamentação materna, quando possível, é essencial. Isso porque os bebês prematuros são os que mais se beneficiam do leite materno, que ajuda a proteger seu pequeno de possíveis infecções.
A maternidade do Hospital do Círculo é referência no estado, tanto por sua qualidade e seu cuidado atencioso com bebês, mamães e familiares, quanto por sua estrutura. Ao todo, são 19 leitos de alojamento conjunto, onde o bebê é mantido junto à mãe para promover o fortalecimento afetivo entre ambos.
A UTI Neonatal, onde Noah passou os primeiros dias de sua vida, também dispõe de equipamentos e materiais de tecnologia avançada para atender às mais variadas patologias. Contudo, o diferencial do Círculo Saúde é certamente sua completa dedicação humanizada aos pacientes:
“Eu só tenho gratidão pelo hospital do Círculo, pelas meninas da UTI neonatal, pelas enfermeiras da maternidade e todo o restante da equipe. Um agradecimento em particular à psicóloga do Círculo, a Letícia, que me deu suporte todos os dias e foi fundamental para a minha saúde mental, e à Dra. Julyana, que fez um parto incrível e me atendeu desde o início, me tranquilizando e me mantendo calma até o último minuto do parto”, finaliza Fabiana.

Fabiana, Maicon e Noah deixando o hospital Círculo e indo para casa juntos pela primeira vez. Crédito: Maicon Costa/Acerto pessoal
Infelizmente, como lembrado pela mãe de Noah, o seu parto não teve nada de romântico, representando um momento de apreensão para os pais. Contudo, após 52 dias de luta e todo o apoio da equipe do Círculo Saúde, Noah está agora em casa, podendo finalmente encontrar o descanso e a tranquilidade simbolizados em seu nome.
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Sim o hospital do Círculo está de Parabéns, pois ficamos na pediatria com nosso filho Heitor Dias Lemos que estava em tratamento do câncer em 2018/2019 e fomos muito bem atendidos por todos, desde os médicos, enfermeiros e técnicos, recepção, cozinha e limpeza. Com a graça de Deus nosso Heitor está curado 🙏🙏🙏Essa semana mesmo ele fez o último exame do acompanhamento dos 5 anos.
Obrigada 🙏 de ❤️ Ao Círculo