

Nada mais recompensador do que, após um longo dia de atividades, deitar-se na cama, relaxar e dormir tranquilamente. No entanto, nem todo mundo tem um sono regular com a frequência e a qualidade que deveria. Apesar de ser um momento íntimo, os dados públicos sobre o assunto são preocupantes: 65% da população tem baixa qualidade de sono, mas só 7% procuram ajuda médica, segundo a pesquisa Mapa do Sono dos Brasileiros, feita pelo Ibope. O problema é que a insônia é um dos fatores de risco para doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e pode até contribuir para o desenvolvimento do Alzheimer.
O principal vilão para a insônia contemporânea são os dispositivos digitais. Não que os aparelhos eletrônicos em si causem a insônia, mas é a luz de LED utilizada para realçar as funções das telas dos aparelhos que emite a controversa luz azul. E essa, sim, pode ser um perigo para a saúde.
Na natureza, o sol é o principal emissor de luz azul (cerca de 30% do total a que somos expostos diariamente). Essa quantidade seria o suficiente e o ideal para as funções básicas desse tipo de iluminação: distinção de cores, visão noturna e, principalmente, seu papel na regulação do relógio biológico. Isso porque a luz azul faz parte do ciclo circadiano humano, que é responsável por regular o horário do sono, do despertar e das refeições, além de ditar o ritmo com que realizamos as tarefas a cada hora do dia.
Sabe a preguiça pós almoço? Ela é essencial para você reduzir o ritmo e realizar a digestão com tranquilidade. Portanto, é a luz do sol, composta pela luz azul, que nos faz acordar pela manhã (isso explica o porquê de você acordar às 7h no domingo mesmo sem despertador) e, ao final do dia, começar a ‘desligar’ para dormir.
No entanto, temos passado tempo demais em frente às telas, seja para estudar, nos divertir ou monitorar atividades. Isso faz com que o funcionamento do relógio biológico fique confuso pela grande quantidade de luz azul.
Ou seja, o corpo entende que ‘ainda é dia’ e, por isso, não consegue desligar, apesar de muitas funções do organismo dependerem do sono para agir no seu metabolismo. E é justamente essa alta e contínua exposição à luz azul que pode provocar insônia, dor de cabeça, fadiga ocular e alterações na concentração e no foco, entre outros distúrbios, inclusive hormonais.
Você já deve ter ouvido que oito horas de sono são o mínimo para um sono saudável. No entanto, a ciência tem demonstrado que mais do que a quantidade de horas, importa mesmo é a qualidade. Obviamente que não dá para dormir apenas três horas por noite, mas de seis a oito, você já garante energia e saúde para o dia seguinte. O importante é dormir e acordar nos mesmos horários para ajustar seu sono com o funcionamento saudável do seu organismo.

Outro mito sobre a insônia é que ela se manifesta somente pela dificuldade de pegar no sono. No entanto, tem muita gente que dorme assim que se deita, mas acorda muitas vezes durante a noite e não consegue voltar a dormir. Isso causa ansiedade e impacta ainda mais na qualidade de vida.
É importante lembrar que, se mesmo seguindo essas dicas você ainda encontra dificuldade para dormir, preste muita atenção, pois você pode ter um quadro de insônia. E mais do que dificuldade de dormir, trata-se de uma doença, com tratamento e cura como qualquer outra. Procure seu plano de saúde e marque uma consulta com um especialista para avaliar o seu caso. Para saber mais sobre como manter sua saúde em dia, você pode ler outros artigos que preparamos para você.