

Tão perigoso quanto a falta do diagnóstico de pressão alta é ser diagnosticado e não levar a sério a questão. Segundo dados da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), são 36 milhões de brasileiros com diagnóstico de hipertensão arterial.
Um dos grandes perigos dessa doença é que, na maioria das vezes, não há a presença de sintomas de problemas cardíacos que tornem mais fácil perceber o quadro. Caso não seja tratada, a tendência é que a hipertensão se agrave e diminua a expectativa de vida do paciente.
Para falar sobre o assunto e trazer mais informações, preparamos este artigo completo onde você confere o que é a hipertensão, quais são as causas, formas de tratamento e como é feita a prevenção.
Acompanhe a leitura!
A hipertensão arterial, também chamada de pressão alta, é entendida como o aumento anormal e duradouro da pressão arterial. Para ficar mais claro, vamos entender como funciona a circulação do sangue: os vasos sanguíneos, no momento em que o sangue é bombeado do coração contra as paredes internas das artérias, geram certa resistência à essa passagem, o que se chama de pressão arterial.
Em outras palavras, a pressão arterial é a força exercida pelo sangue dentro dos vasos sanguíneos. Quando as artérias oferecem uma maior resistência e essa força é aumentada, gerando descontrole, ocorre a pressão alta.
É importante destacar que a hipertensão é uma condição crônica e um dos grandes fatores de risco para o desenvolvimento de outras doenças cardiovasculares.
Existem dois tipos de hipertensão: primária e secundária. O primeiro tipo é o mais comum e afeta entre 85% e 95% dos hipertensos, enquanto o segundo atinge entre 5% e 15%.
Na hipertensão primária, as principais causas se relacionam aos fatores de risco que a pessoa está sujeita, os quais podem causar alterações na pressão arterial. Entre eles, destaca-se o histórico familiar, já que ter pais hipertensos aumenta em até 30% o risco de desenvolver pressão alta.
A idade também influencia, isso porque pessoas com 60 anos ou mais apresentam maior risco de ter hipertensão, em razão da menor flexibilidade das artérias.
Os outros fatores de risco são:
Já a hipertensão secundária ocorre por conta de outros quadros, como distúrbios hormonais, doença renal ou uso de medicações.
Como falamos no começo do artigo, a hipertensão costuma ser silenciosa na fase inicial. Dessa forma, normalmente os sintomas são percebidos apenas quando a doença está mais avançada e já existem complicações.
Em geral, os sinais se dão nas ocasiões em que a pressão arterial sobe muito e de uma hora para outra. Logo, é comum que a pessoa sinta:
Para se diagnosticar a hipertensão, é preciso consultar um médico especialista, o cardiologista. Para começar, o profissional irá fazer uma análise clínica dos sintomas do paciente e avaliar os históricos pessoal e de família.
Além disso, é prescrita medições da pressão arterial várias vezes ao dia e em intervalos específicos, com o objetivo de compreender se a alteração da pressão é apenas momentânea ou realmente persistente.
A aferição da pressão é feita com o uso de aparelhos medidores que registram a pressão máxima (sistólica, quando o coração se contrai) e a pressão mínima (diastólica, quando se dilata). A pressão considerada ótima é de 120/80mmHg (milímetros de mercúrio), ou apenas 12 por 8. Para ser considerada uma pessoa hipertensa, deve ser registrada repetidamente pressão igual ou maior a 140/90mmHg, ou 14 por 9.
Vale ressaltar que o aumento da pressão arterial pode acontecer naturalmente de forma temporária em situações específicas como exercícios físicos, sensação de dor e medo, ingestão de cafeína e momentos de surpresa. No entanto, em pessoas saudáveis, a pressão diminui pouco tempo depois dessas situações.
São vários os riscos de ter pressão alta. O sangue, ao circular com a pressão elevada de forma recorrente, machuca as paredes dos vasos sanguíneos, que ficam cada vez mais duros e estreitos. Se não for feito o tratamento correto, pode ocorrer o entupimento e até o rompimento dos vasos, causando graves complicações como angina (dor no peito), arritmia, insuficiência cardíaca e infarto.

Caso o vaso atingido esteja no cérebro, há o risco de um acidente vascular cerebral (AVC), aneurisma celular e dificuldade de memória. Além disso, a hipertensão pode ocasionar insuficiência e paralisação renal, e danos oculares, que podem evoluir até a cegueira.
Apesar de a hipertensão, na maioria dos casos, não ter cura, é possível de ser controlada e, assim, garantir qualidade de vida aos hipertensos.
No caso da primária, o tratamento passa por mudança de hábitos e o uso de medicamentos (como diuréticos e betabloqueadores) com função vasodilatadora, que facilitam o fluxo sanguíneo e baixam os níveis da pressão arterial.
Quando se fala da hipertensão secundária, a recomendação é que o paciente siga o tratamento indicado para tratar a doença que está causando as alterações de pressão, conforme prescrição médica.
Para prevenir a hipertensão, a principal atitude é passar a ter um estilo de vida mais saudável. A seguir, listamos alguns hábitos que contribuem para que a pressão fique sob controle:
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