

É provável que você já saiba o que é diabetes, uma doença bastante conhecida que infelizmente acomete muitas pessoas. O Brasil é o 5º país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de adultos diabéticos, ficando atrás apenas de China, Índia, Estados Unidos e Paquistão, de acordo com o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF).
Porém, o diabetes não acontece sempre da mesma forma. Ele pode se apresentar de 4 formas, que se diferenciam pelas causas: origem genética, estilo de vida inadequado, gravidez ou questões autoimunes.
Se você quer aprender mais sobre o assunto, preparamos este conteúdo para explicar quais são os tipos de diabetes existentes, os seus sintomas e os tratamentos disponíveis. Siga com a gente para conferir!
Para entender o que é diabetes, é preciso antes falar sobre a atuação da glicose e da insulina. Quando falamos da glicose, estamos falando de um carboidrato simples, presente em diferentes alimentos, que tem como principal função fornecer energia ao corpo para suprir suas necessidades.
Já a insulina é um hormônio produzido no pâncreas que atua principalmente para facilitar a absorção da glicose pelas células. Essa tarefa faz com que, consequentemente, se diminua a concentração de glicose no sangue.
Dessa forma, o diabetes surge quando a presença da insulina é baixa ou inexistente, o que não possibilita a absorção correta de glicose pelas células e resulta em uma maior concentração do carboidrato no sangue.
Agora que entendemos como acontece o diabetes, vamos conhecer mais sobre os quais são os tipos de diabetes:
O diabetes tipo 1 é uma doença de origem genética e crônica. Geralmente, o diagnóstico acontece ainda na infância ou adolescência. A estimativa é que, a nível mundial, essa versão representa entre 5% e 10% dos casos da doença.
Caracteriza-se pela ausência de insulina no sangue, uma vez que as células do pâncreas responsáveis pela produção são progressivamente destruídas de forma autoimune. Por isso, quem tem familiares diabéticos tipo 1, especialmente pais e mães, deve realizar exames com regularidade para fazer o acompanhamento dos níveis de glicose.
Os sintomas mais conhecidos, que podem variar de paciente para paciente e da fase do quadro, são sede excessiva, volumes grandes de urina e por diversas vezes ao dia, perda de peso sem justificativa, excesso de fome, náuseas e cansaço. Os sinais costumam aparecer de forma rápida e intensa.
O tratamento é feito a partir do uso de injeções diárias de insulina, acompanhado da prescrição de outros medicamentos (a depender do caso), alimentação saudável e exercícios físicos. Vale destacar que, em momentos de crises de hipoglicemia, é preciso buscar ajuda imediata.
O diabetes tipo 2 é a forma da doença que predomina em todo o mundo. Conforme estimativa, representa 90% dos casos, inclusive no Brasil. Nas últimas décadas, presenciamos um grande aumento no número de casos, que sem dúvida se relacionam com a falta de cuidado com a saúde, que se dá por meio de escolhas ruins como sedentarismo e alimentação industrializada. Além disso, o estresse e a ansiedade contribuem para uma piora do estilo de vida.
Por não apresentar sintomas na fase inicial, muitas pessoas podem levar anos para terem conhecimento de serem portadoras do diagnóstico de diabetes tipo 2. Quando surgem, se caracterizam como infecções frequentes, difícil cicatrização, alterações visuais, formigamento, fome constante, vontade excessiva de urinar e muita sede.
A causa dessa versão vem da resistência à insulina. No começo, para vencer a resistência, o pâncreas aumenta ainda mais a produção do hormônio. Passado um tempo, o órgão entra em exaustão, o que diminui a sua capacidade de produção e resulta em hiperglicemia, um acúmulo de glicose no sangue.
Por conta do pâncreas ainda manter sua atividade, mesmo que de forma inadequada, o tratamento pode incluir o uso de remédios, além da aplicação de insulina, boa alimentação e atividade física.
Uma gravidez é um momento especial na vida de uma mulher e traz consigo muitas descobertas maravilhosas. Porém, também é um período que deve ser olhado com atenção e que demanda certos cuidados.
O diabetes gestacional ocorre durante a gestação, de forma temporária, e é percebido quando as taxas de açúcar no sangue da mãe estão além do nível normal. Dessa forma, os exames laboratoriais para medir os níveis de glicose são imprescindíveis no acompanhamento de pré-natal.
Entre 2% e 4% das grávidas vão apresentar esse tipo da doença, segundo estimativas. Quando o tratamento correto não é feito, aumenta-se o risco de complicações para a mãe e o bebê, como excesso de ganho de peso, elevação no volume de líquido amniótico, malformações fetais e parto prematuro.
A causa está relacionada ao desequilíbrio hormonal. Além disso, sabe-se que mulheres mais velhas, grávidas de múltiplos bebês (como gêmeos), que são hipertensas ou que estão acima do peso têm mais possibilidade de desenvolver o quadro.
Os sintomas mais comuns são fadiga, náuseas, vontade constante de urinar, sede excessiva e boca seca. Para tratar, é preciso buscar orientação nutricional e fazer uso de insulina.
O diabetes tipo LADA é a menos conhecida dos quatro tipos e sua sigla significa Diabetes Latente Autoimune do Adulto. Trata-se de uma doença que surge a partir do desregulamento do sistema imunológico, que passa a atacar o pâncreas.
De forma geral, esse processo ocorre lentamente, o que diferencia a LADA do diabetes tipo 1. Os sintomas são parecidos aos outros tipos, com fadiga, dificuldades na visão, vontade excessiva de urinar várias vezes por dia e etc. Com o avanço da doença sem o correto diagnóstico, pode-se ter o comprometimento severo das funções pancreáticas.
Quanto ao tratamento, é possível controlar a glicemia com medicamentos via oral. No entanto, se houver uma diminuição progressiva na produção de insulina, será necessária a insulinoterapia.
Ao final deste artigo, aproveitamos para reforçar que quando o assunto é diabetes, independentemente do tipo, é importante para sua prevenção e monitoramento manter em dia os exames de check up e as consultas médicas, o que possibilita diagnóstico precoce e tratamentos adequados.
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