

TPM é um daqueles assuntos que todo mundo parece ter uma opinião sobre, mesmo que nunca tenha passado por ela ou pesquisado mais a fundo. Infelizmente, isso levou à criação de um estigma em torno dessa tão temida sigla.
Essa série de sintomas, que normalmente surgem antes da menstruação, causa alterações a nível físico e emocional. Apesar de apresentar um “roteiro”, cada mulher vai vivê-la de uma maneira diferente. Em casos mais severos, há a ocorrência do Transtorno Disfórico Pré-menstrual (TDPM).
Para entender de vez o que é a TPM, seus tipos, principais sinais e a melhor maneira de lidar com eles, preparamos este conteúdo com muita informação para levar mais bem-estar ao seu ciclo menstrual e sua vida como um todo.
Siga lendo para conferir!
Bastante conhecida, TPM é a abreviação da famosa Tensão Pré-Menstrual e pode ser entendida como um conjunto de sensações que ocorrem cerca de 10 dias antes da menstruação.
Durante a fase pré-menstrual, os principais hormônios atuantes são o estradiol e a progesterona, os quais causam grande influência nos neurotransmissores do bem-estar, como a serotonina, o que pode afetar o humor e causar maior sensibilidade.
De acordo com estudos da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), 75% a 80% das mulheres em idade reprodutiva vivem a TPM de alguma forma.
No entanto, é importante destacar que a tensão aparece em diferentes graus, podendo impactar mais ou menos a rotina daquela mulher durante o período em que ocorre. Afinal, cada uma de nós é única.
Para trazer mais clareza sobre como cada mulher pode vivenciar a TPM, foram elencados cinco tipos diferentes da tensão, que podem ser percebidos de maneira isolada ou ao mesmo tempo. A seguir, saiba quais são eles:
A TPM tipo A causa impacto na ansiedade, já que na fase pré-menstrual há a queda do hormônio estrogênio e o aumento da adrenalina e do cortisol, dupla hormonal que contribui para o estresse.
A TPM tipo C é aquela onde o fator principal é a compulsão alimentar (a classificação C vem da palavra em inglês “craving”, que traduzida significa “desejo”) e conecta-se aos mecanismos cerebrais relacionados à recompensa: sabe-se que o consumo de um alimento rico em açúcar ou gordura ativa algumas áreas no cérebro que dão a sensação de prazer. Com a alteração hormonal dessa fase do ciclo, esse mecanismo pode gerar uma reação exagerada, potencializando a sensação de prazer.
A TPM do tipo D se caracteriza pelos sintomas depressivos, causados normalmente pela queda de serotonina e por uma resposta excessiva do corpo diante das mudanças hormonais naturais da fase.
A TPM tipo H está relacionada à hidratação do corpo, isso porque nesse período ocorre uma maior retenção de líquidos, o que pode causar inchaço corporal, especialmente na região abdominal e nas extremidades (mãos e pés).
A TPM tipo O se refere a outros sintomas e recebe essa classificação porque há sinais menos comuns que também podem estar relacionados à TPM.
Apesar de haver sintomas mais conhecidos, vale reforçar que as mulheres vivem a TPM de formas variadas. Além disso, os sinais podem ser diferentes também a cada ciclo, dependendo do que aconteceu e de quais emoções foram despertadas nas semanas antes da fase pré-menstrual.
Abaixo, conferimos os sintomas de TPM mais comuns:
Apesar de partirem da mesma raiz, o Transtorno Disfórico Pré-menstrual (TDPM) é um quadro mais grave. Nele, a disforia atua interferindo no modo como a mulher se enxerga, o que pode levar à confusão de sentimentos, a emoções extremas e à autodepreciação profunda.
O TDPM é bem menos recorrente que a TPM e afeta cerca de 3% a 8% das mulheres. O transtorno pode ser diagnosticado quando há relatos da paciente de sintomas tais quais:
É possível prevenir e amenizar a TPM com algumas mudanças de hábitos que podem contribuir para que os sintomas sejam mais leves, além de durarem menos tempo. Confira alguns deles:
O primeiro ponto para lidar melhor com a TPM é passar a acompanhar de perto o seu ciclo menstrual. Isso é possível de ser feito com o uso de um caderno, aplicativo ou mandala menstrual. Nessa espécie de “diário menstrual” deve constar, além das datas de menstruação e ovulação, o tipo e a intensidade dos sintomas pré-menstruais. Dessa forma, é possível identificar padrões físicos e emocionais no ciclo, o que possibilita se preparar para lidar melhor com os sintomas quando eles vierem.
Como na fase pré-menstrual naturalmente as mulheres estão mais sensíveis, é muito importante que mantenham e reforcem hábitos saudáveis para aliviar a TPM. Algumas dicas são a prática regular de atividade física, uma dieta equilibrada (não exagerando em alimentos super calóricos) e o cuidado com o consumo de cafeína (por ser estimulante), álcool (por sua interferência em alguns hormônios sexuais) e sal (pela retenção de líquido).

Reduzir o estresse é outra ação muito importante para amenizar a TPM. Para tanto é possível adotar técnicas de relaxamento, como exercícios de respiração, ioga ou meditação. Além disso, dormir bem é fundamental, por isso vale organizar melhor o tempo. Pode ser interessante buscar apoio em um grupo de mulheres que se reúna para trocar experiências sobre o universo feminino.
Manter as consultas em dia também facilita o gerenciamento da TPM. Além da visita ao ginecologista, pode ser recomendado consultar um endocrinologista se os sintomas seguirem fortes mesmo com as mudanças de estilo de vida, atrapalhando as atividades de trabalho, o lazer e os relacionamentos.
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