

O mês de outubro está aí e surge na companhia da cor rosa, o que significa que é chegado o momento de mais uma campanha do Outubro Rosa! Afinal, a mobilização pela saúde feminina não pode parar.
Isso porque o câncer de mama ainda é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A cada ano, 29% dos novos casos de câncer no nosso país correspondem ao câncer de mama.
Os números deixam claro que a conscientização segue sendo necessária, porque literalmente pode salvar vidas. Por isso, preparamos este artigo com informações sobre os fatores de risco do câncer de mama e a melhor forma de prevenção. Acompanhe para conferir!
Os fatores de risco do câncer de mama são divididos entre alteráveis e não alteráveis. Isso quer dizer que há fatores que podem ser enfraquecidos ou até mesmo eliminados, como sobrepeso, e aqueles que são inerentes à mulher, como etnia.
A seguir, trazemos detalhes:
Mulheres brancas (ou caucasianas) fazem parte do grupo étnico que apresenta maior chance de ter câncer de mama. As mulheres negras, apesar de apresentarem um risco menor, morrem mais devido à doença por conta de tumores mais agressivos e por terem, de forma geral, menos acesso à saúde devido à falta de condições financeiras. Já as mulheres asiáticas e hispânicas apresentam 30% menos risco quando comparadas às brancas.
A idade é um fator crucial no risco de desenvolvimento de câncer de mama, especialmente a partir dos 45 anos de idade. Hoje, sabe-se que cerca de 77% das mulheres com câncer de mama possuem mais de 50 anos. O maior risco, entretanto, acontece por volta dos 70 anos. Dessa forma, conforme a idade aumenta, a incidência também se eleva.
Uma mulher que possui um familiar de primeiro grau com câncer de mama aumenta o risco de ter a doença em 1.8 vezes, enquanto ter dois parentes de primeiro grau aumenta o risco em 2.9 vezes. Porém, estudos mostram que apenas 15% das mulheres com câncer de mama apresentam histórico familiar. Ou seja, a maior parcela dos casos, 85%, ocorre em mulheres que não possuem parentes que passaram pela doença.
Apresentam maior risco de ter câncer de mama as mulheres que registram a sua primeira menstruação, conhecida como menarca, precocemente (o que equivale a menstruar pela primeira vez antes dos 12 anos de idade) e/ou passam pela menopausa de forma tardia (somente após os 55 anos).
Sabe-se que mulheres que dão à luz mais jovens possuem um menor risco de desenvolver câncer de mama quando comparadas àquelas que têm o primeiro filho após os 30 anos. Nesse sentido, mulheres com mais de 40 anos que não têm filhos apresentam maior chance, cerca de 30% mais que as que são mães. A estimativa, conforme pesquisas, é que cada filho reduz em 7% o risco de câncer de mama.
O ato de amamentar é responsável por reduzir o risco de câncer de mama, uma vez que se calcula uma redução de 4.3% para cada 12 meses de amamentação realizada. Além disso, mulheres que possuem uma maior quantidade de filhos e que, com isso, tiveram um longo tempo de amamentação contam com ainda mais proteção.
São diversas as lesões benignas que podem aparecer na mama e que não significam maior risco de câncer, como fibroadenoma simples, alterações fibrocísticas, papiloma e ectasia ductal. No entanto, há lesões que são fatores de risco reconhecidos, como a hiperplasia ductal atípica e a hiperplasia lobular atípica, as quais aumentam em 5 vezes a probabilidade de ter a doença.
Mesmo que ainda haja controvérsias sobre a relação dos anticoncepcionais à base de hormônios artificiais com o aumento na incidência de câncer de mama, atualmente admite-se que, ao fazer uso, há um leve aumento no risco, o qual poderia desaparecer após a suspensão do medicamento.
Mulheres que realizam terapia de reposição hormonal, principalmente a partir da combinação de estrogênio com progesterona, estão propensas a um maior risco de câncer de mama. Entretanto, fala-se que o aumento das chances ocorre apenas quando o uso é prolongado por mais de 2 ou 3 anos.
O consumo de álcool, independentemente da quantidade, aumenta o risco de todos os tipos de câncer, incluindo o de mama. Porém, quanto maior for a ingestão, maior também será o risco. Para mulheres que fazem reposição hormonal, estudos já mostram que o álcool parece potencializar os riscos da terapia.
Ainda que a relação entre o hábito de fumar e o câncer de mama não seja comprovadamente tão intensa quanto a do álcool, pesquisam apontam um aumento de até 40% no risco para as fumantes. Vale destacar que o fumo passivo também é um fator de risco.

A probabilidade de desenvolver câncer de mama aumenta conforme a quantidade de tecido gorduroso, ou seja, mulheres que possuem Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 33 kg/m2 apresentam 27% mais risco que mulheres com IMC normal. Para aquelas que já passaram pela menopausa, o risco aumenta ainda mais.
Fazer exercício físico melhora a saúde como um todo, o que inclui diminuir o risco de câncer de mama para as mulheres. Para reduzir as chances de ter a doença, basta praticar 40 minutos de caminhada 3 vezes por semana. Para aquelas que praticam atividades mais intensas, a redução nas chances chega a ser de 40%.
A prevenção ao câncer de mama, mesmo que possa parecer um discurso repetitivo, passa inevitavelmente por manter hábitos saudáveis, a ida regular ao médico e a realização de exames para detecção precoce.
O exame de mamografia é muito importante para o diagnóstico na fase inicial da doença, possibilitando chance de cura de até 95%. Por isso, mulheres a partir dos 40 anos devem fazer a mamografia todos os anos.
Não deixe para amanhã: tome a decisão de se prevenir contra o câncer de mama e conte com o Círculo Saúde para te ajudar! E se você deseja receber conteúdos repletos de informação sobre saúde, inscreva-se abaixo no formulário do nosso blog!