

Quando o assunto é saúde da mulher, surgem diversas dúvidas sobre câncer de mama, câncer de colo do útero e vírus HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano). Confira abaixo algumas informações de mitos e verdades sobre esses temas.
Verdade. A prevenção implica em aumentar os fatores de proteção e reduzir os fatores de risco modificáveis. O aleitamento materno, a prática de atividade física, a redução do consumo de bebidas alcoólicas e manutenção do peso corporal adequado diminuem o risco de câncer de mama.
Verdade. Os homens também têm câncer de mama, embora em percentual significativamente menor quando comparado às mulheres (apenas 1% do total de casos).
Verdade. A mamografia de rastreamento deve ser realizada rotineiramente por mulheres sem sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama, a partir dos 40 anos.
Mito. O vírus HPV é transmitido através do contato íntimo durante as relações sexuais, entre uma pessoa infectada e uma saudável, mesmo entre pessoas do mesmo sexo e sem haver penetração.
A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, mas também pode haver transmissão durante o parto.
Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.
A infecção pelo HPV é fator de risco para o desenvolvimento de outros cânceres, como de vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.
Verdade. Mas a proteção é parcial. O uso de preservativo durante todo contato sexual, com ou sem penetração, não protege totalmente da infecção pelo HPV, pois não cobre todas as áreas passíveis de serem infectadas.
Na presença de infecção na vulva, nas regiões pubiana ou na bolsa escrotal, o HPV poderá ser transmitido mesmo com o uso do preservativo.
A camisinha feminina, que cobre também a vulva, protege mais contra o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.
Verdade. O câncer do colo do útero pode ser causado por meio da infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). A maioria das infecções pelo HPV é eliminada naturalmente pelo organismo. Em alguns casos, as infecções se mantêm e podem evoluir para o câncer do colo do útero.
Verdade. Pois, a principal forma de transmissão do vírus HPV ainda é pela via sexual, que, além do ato sexual propriamente dito, inclui contato oral-genital, genital-genital e manual-genital.
Certas infecções não provocam sintomas, já algumas provocam sintomas apenas nas mulheres e outras unicamente no homem.
Por isso, o tratamento para as doenças sexualmente transmissíveis deve ser sempre feito pelos parceiros envolvidos na relação sexual, mesmo que não haja nenhum sintoma. Assim, é possível evitar complicações mais graves como, por exemplo, a infertilidade.
O câncer de mama se caracteriza pela proliferação anormal, de forma rápida e desordenada, das células do tecido mamário. A doença se desenvolve em decorrência de alterações genéticas, porém, isso não significa que os tumores da mama são sempre hereditários.
Em seu funcionamento normal, periodicamente, o corpo substituiu as células antigas por células novas e saudáveis. Vários fatores podem predispor às mutações genéticas, que são essas alterações anormais da proliferação celular. Hoje em dia sabemos que além da herança genética, temos muitos fatores ambientais e comportamentais que influenciam no processo tumoral, como a maternidade após os 30 anos ou não ter filhos, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo, obesidade, má alimentação. , .
Importante saber que um tumor pode ser benigno (não perigoso para a saúde) ou maligno (tem o potencial de ser perigoso). Os benignos não são considerados cancerígenos: suas células têm aparência próxima do normal, na maioria das vezes crescem lentamente e não invadem os tecidos vizinhos, nem se espalham para outras partes do corpo.

Já os tumores malignos são os que chamamos de câncer. Caso suas células não sejam controladas, podem crescer e invadir tecidos e órgãos vizinhos, eventualmente se espalhando para outras partes do corpo. O câncer de mama hereditário corresponde a cerca de 5% a 10% dos casos, ou seja, quando existem parentes de primeiro grau com a doença. Portanto, 90% dos casos de câncer de mama não têm origem hereditária, podendo estar associado a outros fatores como estilo de vida e terapias hormonais.
Quanto mais cedo for detectado o câncer de mama, mais fácil será curá-lo, as taxas de cura com diagnóstico precoce variam entre 90% a 99%.