

Todos os dias, mais de 1 milhão de pessoas são infectadas em algum lugar do mundo. Cerca de 374 milhões de casos são referentes a quatro tipos de doenças. A maior parte das ocorrências são de pessoas entre 15 e 49 anos. Se você não sabe do que estamos falando, estes são dados referente às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), também chamadas de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), e foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019.
De acordo com os dados, adolescentes e jovens adultos estão entre os que mais contribuem para o aumento das infecções, apesar de representarem apenas 25% da população sexualmente ativa. No caso da sífilis, por exemplo, as maiores taxas de transmissão são entre jovens de 20 a 29 anos. Mas existe algo que pode ajudar a diminuir estes números e proteger jovens das chamadas ISTs: a informação.
Neste conteúdo, você entende melhor o que são as ISTs, ou infecções sexualmente transmissíveis, os tipos mais comuns de doenças que atingem os jovens e, o mais importante, como fazer a prevenção ou o tratamento destas doenças. Então, confira a seguir!
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) podem ser causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos Em geral, esse tipo de doença têm transmissão por contato sexual sem proteção, mas existem outras situações possíveis, como no caso de transmissão de mãe para filho, ou através do contato com secreções contaminadas.
Porém, mesmo em casos de infecção, o tratamento é possível e acessível, e costuma oferecer ao paciente possibilidade de uma vida normal, e em alguns casos até de impedir a transmissão. Para isso, é extremamente importante divulgar informações sobre esse tipo de infecção, especialmente entre os jovens, tanto para sua prevenção quanto para impedir a estigmatização desta condição.
Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos anos passou a se preferir o uso de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) em detrimento à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Isso acontece porque a sigla IST destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas. Logo, IST e DST são, essencialmente, a mesma coisa.
Como explicamos, as ISTs infectam mais de 1 milhão de pessoas todos os dias. Em 2020, a Organização Mundial da Saúde estima que foram 374 milhões de novas infecções. Deste total, as ISTs mais recorrentes foram:
Além disso, estima-se que, em 2016, existissem cerca de 490 milhões de pessoas infectadas com HSV (herpes), além de 300 milhões de mulheres com infecção por HPV, a principal causa do câncer do colo do útero atualmente. Já a Hepatite B crônica atingiu cerca de 296 milhões de pessoas em 2016, apesar de ser uma doença com vacinação disponível.
Enfim, entre outras doenças bastante recorrentes, estão Cancro mole (cancroide); Doença Inflamatória Pélvica (DIP); Donovanose; e Linfogranuloma venéreo (LGV).
Muitas pessoas têm dúvidas sobre a diferença entre essas siglas. E a verdade é que elas representam coisas bem diferentes. HIV é o vírus da imunodeficiência humana, que pode, sim, causar a Aids, mas não necessariamente. Muitas pessoas soropositivas possuem uma vida normal, e podem nunca vir a apresentar sintomas ou desenvolver a doença. Portanto, ter HIV nem sempre significa o risco de desenvolver Aids no futuro.
O que pode acontecer, e deve ser evitado, é a transmissão do vírus através de relações sexuais desprotegidas, por isso a importância de fazer o teste em caso de dúvidas e proteger-se em todas as situações. Para mais informações sobre o HIV, acesse esta página do Governo.
É preciso entender que a questão com qualquer tipo de Doença Sexualmente Transmissível vai muito além do impacto imediato da infecção no corpo. ISTs como herpes, gonorreia e sífilis, por exemplo, podem aumentar o risco dessa pessoa adquirir HIV. Além disso, transmissões de mãe para filho podem resultar em problemas na gestação, como pneumonia, conjuntivite, deformidades e até serem fatais para o bebê.
Já no caso de infecção pelo HPV, a doença está diretamente relacionada com o câncer de útero, sendo este o quarto câncer mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Já a Hepatite B resultou em mais de 820 mil mortes em 2019, com destaque para cirrose e câncer de fígado. Além disso, quando falamos em infertilidade em mulheres, doenças como gonorreia e clamídia estão entre as principais causas.
Por isso a disseminação de informações a respeito da prevenção é tão importante. Afinal, quando utilizados de forma correta, os preservativos se tornam um dos métodos mais eficazes na luta contra Infecções Sexualmente Transmissíveis, incluindo o HIV.
Importante: ao adquirir preservativos, a Fiocruz pede atenção quanto a informações do rótulo e ao aspecto da embalagem. No caso da embalagem, certifique-se de que ela esteja lacrada e não possua furos ou similares, o que pode comprometer a eficácia e a proteção. Em relação aos rótulos, verifique informações como data de validade e presença do número do registro da Anvisa.
As vacinas são formas seguras e altamente eficazes de prevenir alguns tipos de Infecções Sexualmente Transmissíveis. Atualmente, é possível vacinar-se contra 2 tipos de ISTs virais: a Hepatite B e o HPV.
Em 2020, a vacina contra o HPV passou a fazer parte da rotina de programas de imunização em 111 países, incluindo o Brasil. A vacinação pode prevenir a morte de milhares de pessoas na próxima década. Já em 2022, o Governo Federal ampliou o público-alvo apto para a população, incluindo a população masculina imunossuprimida. Portanto, podem receber a vacina:
A vacina contra hepatite B também pode ser feita gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS) ou em um hospital de sua preferência. Entre os elegíveis para a vacina, estão:
Importante: a vacina contra Hepatite B pode ser feita em qualquer idade, em um total de 3 doses, com um intervalo de sete meses entre elas.
Enfim, outras dicas para prevenir-se contra ISTs são:
Mesmo com informações suficientes a respeito da transmissão de ISTs, é possível que a infecção aconteça. Nestes casos, busque atendimento médico o quanto antes. Atualmente, o tratamento eficaz está disponível para várias DSTs, incluindo clamídia, gonorreia e sífilis, e ISTs parasitárias, como a tricomoníase. Estas doenças geralmente são curáveis com regimes de dose única de antibióticos, e não apresentam riscos para a vida do paciente.
No caso de herpes e HIV, os medicamentos mais eficazes disponíveis são os antivirais que podem modular o curso da doença sexualmente transmissível e, embora não possam curá-la, o paciente pode viver uma vida normal. Para a hepatite B, os medicamentos antivirais podem ajudar a combater o vírus e retardar os danos ao fígado. É extremamente importante iniciar o tratamento assim que o diagnóstico for feito. O Ministério da Saúde também oferece fluxogramas testados e validados que auxiliam na possibilidade do tratamento imediato e, mais importante, na ruptura da cadeia de transmissão. Informe-se em um hospital de confiança ou Unidade Básica de Saúde próxima a você.
Por fim, durante todo o período de atendimento, além de ouvir as preocupações do paciente, os profissionais de saúde devem auxiliá-lo na superação do problema, oferecendo todas as informações disponíveis e o apoio emocional necessário neste momento, a fim de auxiliar o paciente nas decisões que devem ser tomadas e na adoção de medidas preventivas.
Chegamos ao fim do nosso conteúdo sobre ISTs, ou Infecções Sexualmente Transmissíveis. Se você deseja receber mais artigos e dicas de saúde, inscreva-se no formulário de conteúdos do blog do Círculo Saúde!
Fontes utilizadas neste conteúdo:
https://www.who.int/publications/i/item/9241562889
https://www.healthline.com/health/sexually-transmitted-diseases#prevention
1 Comment
Excelente texto sobre o assunto! Gostaria de aproveitar e deixar uma leitura complementar sobre Doenças sexualmente transmissíveis, caso queira saber um pouco mais: https://planodesaude.net.br/blog/doencas-sexualmente-transmissiveis-voce-esta-protegido/