

O tratamento do câncer consiste em várias etapas, entre consultas, exames e procedimentos, exigindo zelo e conhecimento para que tudo seja realizado de forma conjunta, sincronizada e ágil. Atento à importância desse processo, o Centro de Oncologia do Círculo Saúde criou recentemente o Programa de Navegação do Pacientes, um sistema importante baseado no cuidado e no bem-estar do paciente.
Segundo o Coordenador do Centro de Oncologia, Fabiano De Faveri, o Programa de Navegação do Pacientes tem três objetivos principais: acolher e conduzir o paciente onco-hematológico durante a sua jornada nas diferentes fases do tratamento, reduzir potenciais barreiras e atrasos durante a jornada do paciente onco-hematológico e garantir a satisfação do paciente e de seus familiares durante a jornada nas diferentes fases do tratamento. Para isso, o Centro de Oncologia, localizado junto ao Hospital do Círculo, conta com uma equipe multidisciplinar formada por enfermeira oncológica, psicóloga e assistente social.
– O médico oncologista, ao identificar o paciente elegível para o programa, encaminha o mesmo para a equipe multidisciplinar, que passa a avaliá-lo. O paciente passa a ser “navegado” pelo sistema nas diferentes etapas do atendimento, desde o agendamento de consultas com especialistas ou serviços de referência ao auxílio na organização de documentos solicitados para realização do tratamento, bem como o esclarecimento de dúvidas sobre todos os processos burocráticos ou clínicos – explica De Faveri.
Inicialmente, o programa prioriza atendimento a pacientes que necessitam de transplante de células tronco-hematopoiéticas e que precisam de cateter venoso totalmente implantado.
– Desde sua implantação, em junho deste ano, o Centro de Oncologia já navegou três pacientes hematológicos que necessitaram de transplante de células tronco-hematopoiética. O próximo passo agora é ampliar este programa para pacientes portadoras de neoplasia de mama em tratamento neoadjuvante – adianta De Faveri.
O Programa de Navegação de Pacientes baseia-se na iniciativa do médico norte-americano Harold Freeman, que tratava pacientes com câncer de mama no Centro Hospitalar de Harlem, em Nova Iorque. Ele utilizou estratégias para eliminar barreiras socioeconômicas, socioculturais, psicológicas, de comunicação e burocráticas no decorrer do cuidado ao paciente.