

Com a chegada do mês de março, as atenções se voltam para o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Pode parecer clichê, mas é verdade: não podemos nos preocupar com as mulheres apenas em um mês do ano. Tanto na área da saúde, quanto na área política ou social, é necessário prestar atenção a todo instante.
É verdade que, nos últimos tempos, os cuidados com a saúde das mulheres ganharam força. Campanhas focadas especialmente neste público trouxeram à tona preocupações que antes eram esquecidas, como o Câncer de Mama ou de Colo de Útero. Além disso, a expectativa de vida das mulheres aumentou no Brasil, chegando aos 80,1 anos de idade. Por isso, é imprescindível estar sempre atento aos cuidados básicos com a saúde.
Confira agora, no nosso artigo especial, 5 dicas para estar com sua saúde sempre em dia. Seja bem-vindo ao nosso blog e boa leitura!
Essa dica pode parecer batida, mas uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), em parceria com o Datafolha, em 2019, revelou que 5,6 milhões de mulheres brasileiras não vão ao ginecologista. Destas, 4 milhões nunca procuraram atendimento com um especialista. Em 2019, 16,2 milhões de brasileiras não consultavam com um ginecologista há mais de um ano.
Esse é um dado extremamente preocupante e é dever de todas as mulheres mudá-lo. A consulta periódica ao ginecologista pode garantir diagnósticos precoces de câncer, por meio do exame de toque ou do papanicolau, além das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), que também precisam de atenção.
Além do diagnóstico precoce de diversas doenças, o ginecologista é o médico adequado para explicar às mulheres mais jovens sobre os métodos contraceptivos que existem no mercado, qual é o melhor para cada caso e como utilizá-los.
Leia também: Saúde da mulher: 8 cuidados essenciais para viver bem e feliz
Assim como é importante consultar com um médico, ao menos, uma vez ao ano, é importante realizar exames periódicos e preventivos. Portanto, sempre que um médico solicitar exames laboratoriais ou de imagem, faça-os e consulte novamente com o médico assim que os resultados ficarem prontos.
Manter uma rotina de exames é indispensável para diagnosticar doenças precocemente e receber orientações corretas. Por isso, mamografia e papanicolau devem ser realizados ao menos uma vez por ano. Mas, essa frequência pode ser menor, dependendo da idade, do histórico familiar ou outros fatores de risco.
Alimentação saudável e exercícios físicos são muito importantes para a saúde da mulher. Nutricionistas são uma ótima pedida para auxiliar a elaborar uma rotina saudável e que não seja restritiva. O corpo da mulher possui maior tendência a acumular gordura, e, por isso, é preciso ficar alerta para índices como o colesterol.
Alimentação saudável não significa dieta, lembre-se disso! Incluir alimentos in natura ou pouco processados no dia a dia ajudam a curto e longo prazo. Além disso, lembre-se sempre de beber água e manter o corpo hidratado.
Você sabia que a alimentação saudável pode diminuir os sintomas da Síndrome do Ovário Policístico?
Leia também: Alimentação e saúde da mulher: como levar uma vida equilibrada?
Infelizmente, nos últimos anos, o diagnóstico de doenças psicológicas cresceu de maneira avassaladora no mundo todo. E, por isso, um tema que vem sendo cada vez mais protagonista na vida de homens e mulheres é a saúde mental.
Um estudo realizado em 2016 pela organização Mental Health Foundation, no Reino Unido, mostrou que uma em cada cinco mulheres de 16 a 25 anos apresentava algum problema psicológico, com relatos de automutilação ou casos de suicídio. No Brasil, uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, realizada em 2020, revelou que as mulheres foram as mais afetadas psicologicamente durante o período da pandemia. 40,5% das mulheres apresentaram sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,7% apresentaram sintomas de estresse.
Por isso, cuidar da saúde mental das mulheres é importantíssimo. A pressão do dia a dia com jornada de trabalho e cuidados com a casa e filhos deixam as mulheres exaustas e sem tempo para cuidarem de si próprias. Portanto, a qualquer mínimo sinal de depressão, ansiedade ou estresse, consulte um psiquiatra ou um psicólogo e não deixe de cuidar da sua saúde mental.
Leia também: Janeiro Branco: você está cuidando da sua saúde mental?
As doenças na região íntima são muito comuns nas mulheres e não são motivo de vergonha. Ter uma doença na região íntima, como candidíase, corrimentos, vaginites ou infecção urinária não significa falta de higiene ou falta de cuidados. Utilizar calças apertadas e com tecidos que não permitam ventilação na região pode ser a causa destas infecções.
Quando sentir coceira intensa, perceber corrimento esbranquiçado ou amarelado espesso, ardor ao urinar e nas relações sexuais, fique atenta. Esse tipo de doença pode surgir quando o organismo está com baixa imunidade, durante o uso de antibióticos, anticoncepcionais e corticóides. Em mulheres diabéticas e nas portadoras de HPV, também é comum.
Leia também: Saúde das mulheres na terceira idade: quais cuidados especiais devem ser tomados?
Cuidar da saúde é um ato de amor consigo próprio e com sua família e amigos. Por isso, esteja sempre atenta aos sinais, consulte seus médicos e faça exames de rotina. Além disso, inclua alimentos e hábitos saudáveis no seu cotidiano. É importante e você vai se sentir muito mais feliz!
Então, o que achou das dicas? Compartilhe com suas amigas e acompanhe o nosso blog para ficar por dentro de assuntos sobre saúde!
1 Comment
Excelente artigo com ótimas dicas. Parabéns! Alías, vou compratilhar no meu Facebook!