

Os medicamentos são parte fundamental no dia a dia de todas as pessoas que precisam buscar tratamento para alguma enfermidade. Frutos da ciência, foram desenvolvidos por profissionais qualificados, com diversas substâncias químicas com o intuito de remediar dores e mal-estar. Mas e quando decidimos ignorar as indicações do nosso médico e praticar a automedicação?
Este não é apenas um grande, mas algo que tem se tornado cada vez mais comum no mundo todo e, portanto, no Brasil não é diferente. Contudo, fazer isso pode trazer graves consequências para a sua saúde, inclusive, provocar uma dependência do medicamento.
Neste artigo, você descobre mais sobre os perigos da automedicação e quais problemas ela pode causar. Acompanhe até o final.
Boa leitura!
A definição de automedicação é relativamente simples: toda vez que houver o ato de ingerir medicamentos por livre e espontânea vontade, sem qualquer orientação ou prescrição médica para o tratamento de alguma dor/doença, caracteriza-se como automedicação.
No Brasil, algo que contribui para que isso aconteça é o fato de que nas farmácias há uma série de medicamentos que podem ser adquiridos sem a necessidade de receita. Eles são classificados de acordo com tarjas: amarela, vermelha, preta e não tarjados.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a classificação das tarjas é concedida de acordo com a periculosidade que o medicamento pode causar à saúde da pessoa. Sendo assim, quando estivermos falando de quaisquer medicamentos tarjados, pode ou não haver a necessidade de exibir a receita do médico.
A única classificação que isenta a prescrição médica para que seja feita a retirada de medicamentos são aqueles não tarjados. Nos demais, alguns precisam apenas que o indivíduo mostre a receita, indicando que está adquirindo o medicamento por indicação de um profissional, e outros a retém na farmácia, como, por exemplo, os de tarjas pretas.
De acordo com o Governo Federal, todo medicamento é um remédio, mas o contrário não é uma verdade. Contudo, a própria definição da palavra no dicionário explicita que remédio se refere a “substância ou recurso utilizado para combater uma dor, uma doença”. Dessa forma, tratamentos que não exigem nenhuma ingestão de substância, como terapias, caminhadas, acupuntura, entre outros, são exemplos do que também pode ser considerado remédio.
Para ser chamado de medicamento, a formulação precisa passar pela aprovação e registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A responsabilidade de realizar todos os testes necessários para verificar a eficácia do medicamento fica a cargo da indústria que o fabricou.
Segundo a Anvisa, qualquer produto que alegue ser terapêutico, independente de sua origem (animal, vegetal, mineral ou sintética), deve ser considerado um medicamento e precisa passar pela aprovação da agência para ser comercializado.
O ato de se automedicar por si só já é algo negativo e que tem um impacto direto sobre a nossa saúde. Para que você entenda melhor os riscos que está correndo ao fazer uso contínuo ou regular de medicamentos sem prescrição médica, listamos, a seguir, seis complicações que podem ser causadas. Confira!
Quando ingerimos uma medicação ela é digerida pelo nosso organismo. Portanto, ao se automedicar, há o risco de consumir uma quantidade superior ao que o corpo aguenta fazer a digestão, gerando, em casos mais leves, uma ineficácia no tratamento, ou, em casos mais graves, uma overdose, que leva à intoxicação.
Quando há o consumo de dois ou mais medicamentos simultaneamente, pode acontecer uma reação chamada de interação medicamentosa. Nela, o “choque” causado pela mistura de ambas as composições no organismo faz com que aumente a probabilidade de um dos medicamentos ter um aumento ou diminuição dos seus efeitos, prejudicando todo o tratamento.
O alívio imediato causado após ingerir determinado medicamento pode provocar uma falsa sensação de cura real do problema. Isso porque acaba mascarando a verdadeira doença e posterga um tratamento precoce, podendo agravar o quadro de saúde no futuro.
Ter reação alérgica é outro sintoma bastante comum quando há uma automedicação. A falta de análise e prescrição por parte de um profissional da saúde impede que se saiba quais serão os reais efeitos de um determinado medicamento no organismo. As reações variam e podem ser mais simples, como pequenas manchas vermelhas na pele, ou mais graves, como fortes erupções cutâneas.
A dependência química também pode ser causada pelo uso contínuo e abusivo de um medicamento. Ingerir doses acima do que é recomendado ou por mais tempo do que apontado pelo médico, aumentam as chances do organismo se viciar na substância.
O organismo humano tem a tendência de criar uma resistência maior aos medicamentos ingeridos com frequência, como é o caso dos antibióticos, por exemplo. Sendo assim, em situações futuras onde pode ser realmente necessário o uso de uma determinada substância, pode não apresentar o efeito desejado no corpo humano.
Médicos são especialistas que passam uma boa parte do seu tempo estudando e adquirindo conhecimento para colocar à disposição em prol da saúde da população.
Somente profissionais graduados têm a perícia indispensável para fazer o diagnóstico de uma doença e, consequentemente, receitar o tratamento eficaz para combatê-la.
Sendo assim, caso você esteja com algum problema de saúde, não deixe de procurar uma ajuda profissional e receber a melhor orientação quanto a maneira que deverá seguir para buscar a cura da doença em questão. A automedicação é a pior escolha e coloca em risco o que você tem de mais precioso: sua vida.
Este conteúdo contou com a revisão da Coordenadora do Serviço de Farmácia Hospitalar do Círculo, Aline Formighieri.
1 Comment
Obrigada!
Muito saber essas coisas.
Parabéns!