

Uma tradicional frase, dita em tom de brincadeira, é capaz de resumir o sentimento dominante que aflige a população brasileira há vários meses: “não está fácil para ninguém”. Motivos dos mais variados são listados: dinheiro escasso, segurança pública falha, políticos questionáveis. Esses e tantos outros impasses que convivem com o brasileiro ganharam um aliado de peso, que há mais de um e meio tem roubado a atenção e o sono de muitos: a pandemia da Covid-19, que trouxe com ela mais um pacote cheio de regras, limitações, sequelas, perdas e traumas. Haja saúde mental para tantos desafios.
A saúde mental hoje está, como nunca, na pauta de reuniões, estudos e análises. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram o Brasil como o país que apresenta maior prevalência de depressão na América Latina, e também como o país mais ansioso do mundo. Frente a um cenário de pandemia, a comunidade médica se preocupa que uma epidemia paralela afete a saúde mental da população brasileira.
O aumento do sofrimento psicológico, dos sintomas psíquicos e dos transtornos mentais já deram indícios logo nos primeiros casos registrados. Diversos são os gatilhos que desencadeiam o estresse e os sintomas ansiosos ou depressivos, e muitos deles estão intimamente ligados à nossa vida social, a maior prejudicada.
Nos adaptamos de forma até bastante rápida para lidar com o trabalho remoto, driblar a saudade dos amigos e familiares via internet, ir ao mercado… Enfim. Entendemos a importância do uso da máscara, do álcool em gel, da vacina, mas. Mas mesmo assim às vezes temos a impressão de que ninguém aguenta mais.
Mas para lidar com tudo isso ao mesmo tempo, alguns hábitos podem ajudar a conservar mente e corpo são. Manter a rotina de casa, do trabalho e de lazer organizada, ter o hábito de conversar com os amigos e familiares, cuidar do sono e manter uma alimentação adequada e saudável são partes das recomendações que vão ajudar a preservar a saúde mental. E não podemos nos esconder ou fazer de conta que já passou. Para profissionais da psiquiatria, a solidão é reconhecida como um gatilho – um impulsor – de transtornos de humor.
A solidão causada pelas restrições da pandemia aumentou a preocupação com a saúde mental. As medidas de prevenção para COVID-19 ainda devem ser seguidas, mas o cuidado com o bem-estar psíquico deve ser levado a sério. Em entrevista ao site Saúde Brasil, ligado ao governo federal, Maria Dilma Alves, Psiquiatra e Coordenadora Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, lembra que os sintomas ansiosos estão presentes em diversos momentos da nossa vida, mas é quando eles se tornam desproporcionais em duração e intensidade que devemos encarar como um problema.
Felizmente, muitas alternativas estão aí para ajudar os brasileiros na compreensão desse momento tão intenso. Profissionais de psicologia realizam acolhimentos virtuais (procure sites seguros sobre o assunto), terapeutas compartilham dicas, enfim, há muitas iniciativas que podem ajudar a manter a saúde mental em dia. Confira algumas delas:
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Ótima iniciativa do Círculo
Ótima iniciativa do Círculo