

Amamentar é uma chance valiosa de a mãe criar vínculo amoroso com seu filho. O leite materno é um recurso natural que oferece todos os ingredientes necessários durante os primeiros seis meses de vida. Além disso, amamentar a criança até os dois anos fortalece a imunidade, previne doenças e prepara a musculatura para os sons da fala.
O Círculo Saúde incentiva o aleitamento materno desde a chegada da família ao hospital até o momento da alta, fornecendo orientação e acompanhamento desde o nascimento no Centro Obstétrico até o momento da saída da maternidade. Para fortalecer ainda mais o vínculo mãe-bebê-família, o Círculo mantém importante parceria com os médicos pediatras credenciados, que juntamente com o Círculo incentivam o aleitamento materno.
Contudo, a preparação para o aleitamento materno se inicia antes da chegada do bebê, com o acompanhamento ainda na gestação em conjunto com nossos médicos obstetras durante todo o pré-natal. Saiba mais sobre a importância do aleitamento materno no texto a seguir.
Ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno são muito importantes para manter e fortalecer a importância desse hábito. Uma dessas campanhas chama-se Agosto Dourado, que simboliza a luta pelo incentivo à amamentação – a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. De acordo com a Organização Mundial da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de seis milhões de vidas são salvas anualmente por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.
O Ministério da Saúde destaca que o leite materno é a melhor fonte de nutrição para bebês e a forma de proteção mais econômica e eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil, sendo capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos. O aleitamento materno protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e continuado até os dois anos de idade ou mais. Essa recomendação vale mesmo mães que tiveram casos confirmados de Covid-19.
O leite materno tem tudo de que o bebê precisa até o sexto mês de vida. Portanto, não acredite em promessas de alimentos que tentam parecer melhores do que o leite materno. Somente em casos específicos a mulher não pode amamentar. Na dúvida, consulte um profissional de saúde habilitado.
O aleitamento materno é uma questão de saúde pública e também um direito humano que precisa ser respeitado e protegido. A estratégia para incentivar a amamentação vem apresentando resultados. Os índices nacionais do aleitamento materno exclusivo entre crianças menores de 6 meses aumentaram de 2,9%, em 1986, para 45,7% em 2020. Já o aleitamento para crianças menores de quatro anos passou de 4,7% para 60% no mesmo período.
Os profissionais de vigilância sanitária contribuem imensamente para garantir o direito à amamentação. Eles visitam, por exemplo, os bancos de leite humano e as salas de apoio à amamentação para ajudar a criar ambientes mais seguros para coleta e doação do leite humano. Esses trabalhadores também são responsáveis pela fiscalização do cumprimento da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Mamadeiras, Bicos e Chupetas (NBCAL), bem como pela aplicação de sanções quando houver desrespeito às políticas de proteção do aleitamento. Na prática, eles vistoriam estabelecimentos comerciais, como mercados e farmácias, a fim de não permitir a promoção de produtos que atrapalhem a amamentação.
Vale ressaltar também as normas de vigilância sanitária que protegem o aleitamento exclusivo no peito. Entre elas, as regulamentações das salas de amamentação, dos bancos de leite humano e a NBCAL. Esta última trata da promoção comercial e da rotulagem de alimentos e produtos destinados a recém-nascidos e crianças de até três anos de idade, como leites, papinhas, mamadeiras, chupetas. A ideia da NBCAL é assegurar que o uso desses produtos não interfira na prática do aleitamento materno.
Este conteúdo contou com a colaboração de Suelen Zardo, enfermeira da área materno infantil do Hospital do Círculo, em Caxias do Sul.